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sábado, 17 de agosto de 2013

Pessoas descartáveis, tempos voláteis. E o Papa, AGORA, é Pop



As crises não afastam os amigos, apenas os selecionam

Essa frase é do Augusto Cury, um autor focado em auto-ajuda. Não curto muito auto-ajuda, mas ás vezes precisamos reconhecer que tem coisas meio "cabeça" que são ditas, e devem ser retransmitidas.

E essa frase, me inspirou. E pensei sobre pessoas descartáveis.

Lembrei também disso, escuta só: Um telefone que toca. E ninguém atende. No infeliz acontecimento em Santa Maria, ou seja, a Tragédia de Santa Maria (também já escrevi aqui sobre isso), uma das questões que chocaram a muitos, foram os telefones tocando, que ninguém atendeu. Veja, da internet: Celulares tocam. Ninguém atende. Eles não podem atender, estão mortos.  Durante o resgate das vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), os aparelhos não paravam de tocar. Uma mãe ligou 104 vezes. Outra, cansada das chamadas sem resposta, enviou uma mensagem à filha, perguntando onde ela estava." 


Voltando... Pessoas descartáveis? O que quero dizer com isso? 

PUTZ, JÁ VI TANTO DISSO... Pessoas que tem interesse (e não se iluda, sempre é e sempre será assim) e se aproximam por isso... e somem, sem mais nem menos. Sem explicação. Vivemos em uma era volátil, extremamente rasa. Superficial. Vazia... e depois, tem gente que se espanta quando o outro reage... de uma forma fria. Como se não nos enxergasse. Ou fingisse que não enxerga... porque ás vezes, nos tornamos invisíveis para aquela pessoa. E na real, vou dizer: nos tornamos invisíveis porque em algum passado distante, nós talvez a tratamos assim. Falhamos. E você continua falhando, será? Será.

E olha, vou dizer outra coisa: o pior de tudo, o pior mesmo, é quando damos a oportunidade de se falar. Considero que falta mais DRs em tudo que se faz. DR = Discussão da Relação. E isso vale prá tudo... todos os tipos de relações.

Talvez estejamos em uma época em que fugimos demais, traímos demais, desistimos demais. Tempos voláteis. Respeitamos de menos. Empatia ZERO.

Ó Augusto, você tá certo.  E o pior é que até quem lê você, não lê você. 

Ah, e prá quem não sabe:
- Descartável, da Web: "Denomina-se descartável um "produto" concebido para prazo curto de uso, em vez de médio e longo prazo de durabilidade; a maioria dos produtos descartáveis são destinados apenas para uma utilização."
USA E JOGA FORA.
- Volátil, da Web: "Característica do que é volúvel, inconstante. Que não é sólido, fixo ou permanente."
PASSA PASSARÁ. O DE TRÁS, FICARÁ. A PORTEIRA ESTÁ ABERTA PARA QUEM QUISER ENTRAR.
- Popular (Pop), da Web: "Agradável ao povo. Estimado pelo povo"
FOFOLETE. O CARA.

E porque cito o Papa? Veja bem... não sou nadinha católica. Não mesmo. Acho o vaticano um dos lugares mais ostensivos que conheço. Considero grande parte das religiões (não a fé ou muuuuuito menos a espiritualidade) hipócritas, mas eita! Mas esse tiozinho Francisco, o querido Papa, é o mais contemporâneo e atual possível. Isso sim, faz dele, pop. Pop de popular, de "tá em sintonia com o povo", e povo é "nóis na fita, mano"!

Olha só algumas frases do O CARA:



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nunca fomos anjos



DEFINITIVAMENTE, nunca fomos anjos

Pode-se dizer que o tempo, segundo Heráclito, foi representado com essa cena: “Um homem não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio.” Tudo flui, em suma. Tudo passa. O nosso passado define nosso presente, que será passado e influenciará o futuro. E logo, não existe “velho” ou “novo”, na boa.

Sempre considerei que tempo é a coisa mais bobinha de se discutir. Tá certo, sempre pensei mais que alguns, por isso, penso muito. Faço muita coisa, também, mas com o tempo, acho que pensamos mais ainda. E percebemos que ele, o tempo, não existe. É bulshit.

Logo, CARPE DIEM. Porque o DIEM nunca mais será o mesmo e nunca mais se repetirá. E ponto.



E sabe de uma coisa? Nunca fomos anjos. Você já vai entender o motivo disso, desse meu dizer...

Bling Ring é uma expressão que identifica o som imaginário produzido pela luz refletida por um diamante. E indico um filme que leva essa expressão:

The Bling Ring: Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas durante o dia e, pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamouroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com "os ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais.

Sim, baseado em fatos reais, isso é que é pior. Puxa!



Talvez falte para os jovens contemporâneos, bons exemplos de FATO. Como a lista dos 10 mais de todos os tempos (que David Coimbra citou em sua coluna de Zero Hora):

A edição de agosto da revista Aventuras na História fez uma pesquisa entre leitores e com historiadores brasileiros e estrangeiros a fim de apurar quem foram as 10 pessoas que mais mudaram o mundo. Ou seja, as pessoas mais influentes da história humana. O resultado foi o seguinte:
Albert Einstein + Jesus Cristo + Adolf Hitler + Karl Marx + Sigmund Freud + Vladimir Lenin + Abraham Lincoln + Mao Tsé-Tung + Josef Stalin + Charles Darwin



Olha o que o Marcelo Perrone ESCREVEU SOBRE ESSE FILME:

Pedofilia é um tema com abordagem por demais espinhosa. Encará-lo sem os rodeios melodramáticos e os julgamentos morais recorrentes na ficção é um dos muitos méritos de Thomas Vinterberg na condução de A Caça, filme dinamarquês que estreia amanhã em Porto Alegre e já se coloca entre os lançamentos cinematográficos deste ano. Porque a pedofilia, para Vinterberg, é um ponto de partida para desnudar outras questões complexas que envolvem as relações afetivas e sociais.

A carga emocional de A Caça está sobre os ombros de Mads Mikkelsen, o protagonista, aclamado com o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2012. É um ator em fase de graça. Conhecido do grande público como o vilão de 007 – Cassino Royale e dos apreciadores dos filmes de arte por trabalhos do porte de Coco Chanel e Igor Stravisnkye O Amante da Rainha, Mikkelsen, 47 anos, está à frente também da série de TVHannibal.

Seu personagem em A Caça é Lucas, professor do jardim de infância de uma cidadezinha do interior da Dinamarca, onde a rotina dos homens é ainda um tanto tribal – bebem muito, cantam com copos erguidos, banham-se no rio congelado e caçam veados na floresta. Lucas faz parte dessa turma. É querido pelos amigos e adorado pelo pequenos alunos. Com a proximidade do Natal, o professor está animado com a chegada do filho adolescente, que mora em outra cidade com a mãe e decidiu viver um tempo com ele. Então vem o baque. Klara (Annika Wedderkopp), linda garotinha que, além além de aluna, é filha do melhor amigo de Marcus, diz à diretora da escolinha que Lucas fez coisas "impróprias". O que o espectador viu até então foi Lucas se portar diante de Klara como uma figura afetiva e protetora – suprindo, aos olhos da introspectiva menina, uma certa negligência de seu próprio pai. Vinterberg não faz suspense com o fato de Lucas ser ou não ser culpado do ato abjeto que lhe imputam Klara e todos os que nela acreditam. Nada é sonegado ou fica nas entrelinhas. Sabemos de pronto o que ocorreu. Recurso que é o grande achado narrativo do diretor (corroteirista da trama) para fazer de A Caça um filme tão impactante.

Interessa mais a Vinterberg não a abordagem direta de um suposto crime ou as especulações psicológicas acerca das fantasias infantis. O centro nervoso do filme está nas consequências do episódio, estopim para uma tensão crescente, como no longa que revelou o cineasta, Festa de Família (1998): A Caça também trata das máscaras vestidas por aqueles que não são bem quem aparentam ser quando as condições estáveis do convívio social sofrem algum sobressalto. A acusação faz de Lucas um pária. Os amigos lhe viram as costas, e a hostilidade descamba em tortura psicológica e agressão físicas. Vinterberg promove um acurado estudo comportamental do que se convencionou chamar de movimento de manada. A cidadezinha dinamarquesa surge aqui como um espelho do mundo contemporâneo, onde o gatilho da hipocrisia, da intolerância e do obscurantismo não raramente é disparado pela falta de informação ou pela leitura convenientemente torta dos fatos.



Nós nunca fomos anjos. Nem quando crianças. Todos somos um pouco de tudo. E PELOAMORDEDEUS, isso não é defesa de pedofilia, que é claro, é completamente imoral e amoral e inaceitável. Mas olhe o filme, prá entender.

Somos todos hipócritas com relação aos sentimentos. Um misto de meleca com cocô. Na verdade, os instintos sempre estiveram lá. Ou aqui. O que nos separa deles, é um momento de lucidez. Um só. Ou não.



Somos seres complexos. E como Freud já dizia:

Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.

O pensamento é o ensaio da ação.

A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual.

O homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar em realidades as fantasias do desejo.



Hum, muito bom esses 2 últimos.


EBAAAA! Bom te ver!


Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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