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sábado, 28 de maio de 2016

Dores que doem



Toda dor é dor. Não tem tamanho. Dorzinha. Dor. Dorzona.

A gente tem mania de menosprezar a dor alheia. E de várias maneiras, a gente menospreza. Acha que sabe a dor.

Ontem, faleceu a mãe de um amigo-irmão. Daqueles amigos ciganos (e ele quase é, pois está sempre viajando), amigo que até já briguei briguinhas bobas. Por convicções religiosas, emocionais, talvez até políticas.

Um amigo que ficou amigo daqueles que nem se sabe quando começou a amizade. E quando começou a irmandade. Amigo querido.

Amigo de conselhos. Amigo que já esteve na Europa, América Latina, Estados Unidos? E agora, entre um e outro lugar, é cigano.

Amigo que sabe o peso dos anos. Inteligente, culto e instruído, sabe que não basta isso no Brasil. Por isso, como eu, sabe que aqui, estudo não fala mais alto.

Ele, com sua dor de hoje (e sinto muito por não estar lhe abraçando forte, querido amigo... entendo sua dor. Não a sinto, e gostaria de não ter de senti-la, mas entendo muito sua dor), serviu de inspiração para que eu escrevesse sobre a dor. Entre outras dores que amadurecem a gente. E me fazem crescer.

Sim... infelizmente, a dor faz crescer. É irônico, mas a alegria é uma tangente, passa e deixa sensações, mas as marcas em nossa evolução, são geradas pelas dores. Por isso... por que temer tanto assim a dor? PORQUE DÓI.

E COMO HUMANOS, TEMOS MEDOS. Até aí, ok. O problema começa de fato, quando nos protegemos demais da dor.

Não existem garantias. Não existem caminhos. Os melhores caminhos, nem sempre nos fazem evoluir.

O importante, é tirar da dor, a força.

É ser meio escorpiano. O SCORPIO tem disso (e não diga que isso é bipolaridade... dizer que mudanças de humor são bipolaridade... não caia nessa. Se for assim, a humanidade é bipolar. Também não vale achar que astrologia não afeta nossa personalidade: perdão, mas acredito que sim): uma capacidade ultrajante de virar o jogo. Cair em profunda tristeza, e voltar das cinzas. Fênix (ainda vou tatuar a minha). Surgir das cinzas. Quantas vezes for necessário.

Somos scorpios. Somos guerreiros. Somos completamente sentimento. E por favor, nem por isso, sem lógica. Sentimento não impede o pensar. O importante é o equilíbrio. E equilibrar-se como se estivesse em cima de uma bike... dá uma adrenalina incrível. Nem que depois, a ferida no joelho seja grande. Ela cria cascas. E se cura.

Ah, tá, e o extremamente lógico vai dizer: mas deixam sequelas. Ok, eu sei. Tudo certo. Mas olha (como diria meu querido Oliver sobrinho amado)... na boa... DÁ QUE PASSA. Dores passam. E nos mudam. E nos deixam mais fortes. Claro... dependendo como lidamos com elas.

Ah, e voltando a dor... às dores: dores de amores, dores de perdas de pessoas, dores de emprego (seja por tê-los ou não tê-los), dores por dores. Dores pós tatuagem, pós cirurgia, pós cair de uma árvore... dores. Não Dóris. Dores.


A dor inspira. Transpira. Só não pode pirar. Não pire por uma dor. Seja fênix. Ressurja das cinzas.

Ah, se a gente pudesse



Vi um texto na internet, que me inspirou a escrever esse texto. Normal. Inspiramos e somos inspirados o tempo todo. É só abrir os olhos. Da alma, inclusive. Ao começo.


Pois vamos parar. Ah... se a gente pudesse. Parar. Parar de nos estressarmos porque arranhamos nosso carro, parar de brigar com o vizinho pela música alta que ele coloca em sua “vitrola” (ou ainda, pela música sertaneja, putz)...

Vamos parar. Parar de (mas pense sempre no “AH, SE A GENTE CONSEGUISSE PARAR DE", antes de cada item abaixo”):

  • Ficar com raiva por esquecer algo em casa
  • Discutir relacionamentos por besteira
  • Julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual
  • Sofrer por vaidade
  • Acreditar que somos definidos pelo crachá e o que está escrito nele, que salário define e que cargo manda
  • Acreditar que somos o que está da catraca prá dentro (a vida acontece da catraca prá fora, é onde a gente luta por ela de verdade... e onde a gente a perde)
  • E nos agredir e machucar
  • De matar (no sentido real ou figurado)
  • Gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido

Ah, se a gente pudesse.
O TEMPO NÃO VOLTA. Por isso... precisamos perder tempo com o que requer tempo.
A gente pode e quase sempre não vai poder ver de novo quem a gente poderia ou gostaria de ver todo dia.
Existem pancadas que não têm volta. E outras têm. Existem dores que podem ter cura. É só usar o remédio certo. Fisioterapia. Cirurgia. Acupuntura. Psicologia. Outras pancadas, não. Mas podem amenizar. Cicatrizar. Pancada de vero é tudo aquilo que não tem conserto. Tipo... quem a gente vê todo dia, não vai estar aqui todo dia. Aqui = terra. Espaço físico.
Diga muitos:
  1. Parabéns
  2. Saudade
  3. Bom dia, boa tarde, boa noite
  4. Até breve
  5. Volta logo
  6. Gosto muito de você
  7. Obrigada
  8. Te amo
  9. Hello
  10. Aloha Namastê
Para que, quando tiver de dizer “Descanse em paz”, você fique em paz. O mais possível POSSÍVEL.
(INSPIRADO EM UM TEXTO DE AUTOR COMO DESPEDIDA A UM AMIGO QUE SE FOI. Para algum outro lugar que não sabemos ainda onde)

EBAAAA! Bom te ver!


Penso, logo, existo. E... se você está aqui, quer saber como eu penso. Se quer saber como eu penso, no mínimo, é curioso.


Curiosos ALOHA fazem bem para o mundo. Então, é nós no mundo, porque não viemos aqui a passeio!


Busco uma visão de longo alcance, sem aceitar verdades absolutas, preservando valores ALOHA, que são o ideal para um mundo mais honesto e verdadeiro.

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